NO PRÓXIMO SÁBADO (30) COMEÇA A VACINA CONTRA A GRIPE EM TODO PAÍS. ENTENDA MELHOR SOBRE O ASSUNTO.
1. O que é gripe ou Influenza Sazonal?
A Influenza, também conhecida como
Gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação
são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações
hospitalares no país.
2. Qual o microrganismo envolvido?
É o vírus Influenza. Existem 3 tipos de
vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções
respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está
relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por
epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes
pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos
A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam atualmente em humanos.
3. Quais os sintomas?
A Gripe, ou Influenza sazonal, inicia-se
em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor
de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e
dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse,
tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral
de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos
apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de
internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida
com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.
4. Como se transmite?
A Influenza pode ser transmitida de
forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa
contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto
pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas
por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carrear o
vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de
transmissão entre os tipos de influenza sazonal.
5. Por quanto tempo os vírus influenza podem permanecer em uma superfície?
Sabemos que alguns vírus ou bactérias
vivem por 2 a 8 horas em superfícies. Lavar as mãos com frequência ajuda
a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.
6. Como tratar?
O tratamento dos sintomas da influenza
sem complicações deve ser realizado com medicação sintomática,
hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso. Nos casos com
complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo.
Atualmente, o medicamento antiviral
fosfato de oseltamivir é indicado para o tratamento. Os medicamentos
devem ser prescritos pelos profissionais médicos aos pacientes que
apresentem condições e fatores de risco a complicações por influenza
(gripe) e aos casos em que a doença já se agravou. Em caso de
complicações, o tratamento será específico. É fundamental procurar
atendimento nas unidades de saúde, para que haja identificação precoce
de risco de agravamento da doença.
7. O que é resfriado?
O resfriado também é uma doença
respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por
vírus diferentes. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os
rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório
(RSV), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado,
apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos
tempo, entre dois e quatro dias.
Os sintomas incluem tosse, congestão
nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de
febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As
medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta
respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados.
Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser
confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são
espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite
alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo
contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como
poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.
8. Como se prevenir da Influenza?
Para redução do risco de adquirir ou
transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande
infectividade, como vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas
medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais
como:
- Frequente lavagem e higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- Manter os ambientes bem ventilados;
- Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:
- Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);
- Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;
- Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;
- Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;
* O serviço de saúde deve ser procurado
imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para
respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão
abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente,
convulsão.
Cuidados em Creches:
- A aglomeração de crianças em creches
facilita a transmissão de influenza entre crianças susceptíveis. A
melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e
potenciais complicações graves é a vacinação anual contra influenza, que
é recomendada a partir de 6 meses até 5 anos.
- Além da adoção das medidas gerais de
prevenção e etiqueta respiratória, os cuidadores e crianças lotadas em
creches devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão
quando estiverem sujos. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza
das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano,
caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as
mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças,
principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.
- Cuidadores devem observar se há
crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando
apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a
secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de
crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa
na creche;
- O contato da criança doente com as
outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em
casa, a fim de evitar transmissão da doença.
- Recomenda-se que a criança doente
permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem
utilização de medicamento, da febre.
Cuidados com gestantes; puérperas e recém-nascidos
Influenza causa mais doenças graves em
gestantes que em mulheres não grávidas. Mudanças no sistema imunológico,
circulatório e pulmonar durante a gravidez faz com que as gestantes
sejam mais propensas a complicações graves por influenza, assim como
hospitalização, e óbito. As gestantes com influenza também tem maiores
chances de complicações da gravidez, incluindo trabalho de parto e parto
prematuros.
A vacinação contra influenza durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses.
- As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal;
- Durante internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de Influenza, deve-se priorizar o isolamento;
- Se a mãe estiver doente, deve realizar
medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante
lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o
recém-nascido;
- A parturiente deve evitar tossir ou
espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe
(evitando-se berçários).
9. Qual a vacina ofertada no SUS?
A vacina influenza ofertada no SUS é
recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e produzida no
Brasil pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório privado
Sanofi Pasteur. A vacina da campanha de 2016 é trivalente e protege
contra os tipos de vírus A (H1N1), A(H3N2) e Influenza B, que são os de
maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.
A vacina é ofertada, anualmente, durante
a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza com o objetivo de
reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções
causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação.
10. Qual o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza?
O público alvo da vacinação contra
influenza no SUS são crianças de seis meses até cinco anos, gestantes,
puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, as quais têm
mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além
disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde,
pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional.
11. Por que a campanha de vacinação é realizada anualmente e, geralmente, nos meses de abril e maio?
A influenza ocorre durante todo o ano,
mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas
caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina é capaz de
promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus
influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de
anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em
média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de
anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a
vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra
as cepas que mais circularam no hemisfério norte, no ano anterior.
Fonte: Blog da Saúde