quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

LAJES PINTADAS TEM MAIS CASOS DE CÂNCER QUE NATAL

Casos de câncer no município de Lajes Pintadas, município vizinho aqui de São Tomé, ultrapassou em 2010 o número de casos registrados na capital do estado, de acordo com estudo da pesquisadora Viviane Amaral da UFRN.

Foram 415 casos registrados no município. Em Natal foram 353 no mesmo período ... 

De acordo com o estudo uma das causas do alto índice da doença pode estar relacionada à água consumida no município.

Blog do BG:

Lajes Pintadas

A pesquisa realizada pela professora Viviane Amaral mostra problemas enfrentados no município de Lajes Pintadas, situado na mesorregião do agreste do Rio Grande do Norte, a 135 quilômetros de Natal. Com uma população de 4.614 habitantes, a cidade é abastecida pelo açude público construído no ano de 1953 e pela adutora Monsenhor Expedito.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2010, Lajes Pintadas apresentou 415,2 casos de câncer num total de 4.614 habitantes, um número superior ao registrado na capital do estado que foi de 353,5 novos casos (806.203 habitantes). No município, existem afloramentos rochosos com a presença de ionizantes naturais que liberam o gás radônio e, consequentemente, o chumbo para o ambiente.

Os tipos de câncer mais comuns no município são os de orofaringe, estômago e pulmão. A alta incidência de casos de neoplasias na população de Lajes Pintadas pode estar associada à exposição à radiação natural e seus subprodutos como o radônio e os metais pesados, de acordo com a pesquisa.
“Os efeitos da exposição à radiação natural são amplificados pela diminuição da disponibilidade hídrica gerada pelos processos de seca, uma vez que possibilita a concentração desses produtos no açude”, destaca Viviane Amaral.

Os estudos identificaram um aumento na frequência de mutações cromossômicas em organismos indicadores expostos as águas do açude de Lajes Pintadas. Além disso, foram registrados altos índices de radiação em 26 pontos distribuídos ao longo do açude e uma alta concentração de metais, em especial o chumbo. Os valores foram significativamente maiores em períodos de escassez hídrica.
 

Matéria na íntegra no Blog do BG.

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